O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu o registro da candidatura de Cristiane Brasil (DC) à Câmara dos Deputados, alegando vínculo da candidata com organização criminosa. A corte também pediu a investigação do Democracia Cristã por possível fraude. Procurados pelo Estadão, Cristiane Brasil e o partido não se manifestaram. O espaço está aberto.
A decisão foi proferida na última segunda-feira (14) e negou a participação de Cristiane Brasil na corrida eleitoral. Para a maioria do colegiado, a conduta da ex-deputada federal violou o artigo 17 da Constituição Federal, que no parágrafo quarto veda a participação de organizações paramilitares em partidos políticos.
O documento também faz menção à tese das “milícias de gravata”, uma referência aos grupos que atuam dentro da estrutura do Estado e atentam contra a administração pública. “Aquelas que, por meios não violentos, se apropriam da estrutura do Estado e projetam esse poder sobre o processo político-eleitoral”. Em outro trecho, a decisão ainda fala em “equivalência funcional com a organização paramilitar”.
Filha do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), Cristiane foi presa em setembro de 2020 no âmbito da Operação Catarata, que apurou desvios na Prefeitura do Rio, nas gestões de Eduardo Paes (à época no antigo DEM, hoje União Brasil) e Marcelo Crivella (à época no Republicanos).
