A indústria quer mais cortes na taxa de juros. A Confederação Nacional da Indústria considerou correta, mas cautelosa, a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, nesta 4ª feira (16.set.2026).
A entidade defendeu a continuidade do ciclo de cortes e afirmou que o nível dos juros ainda impõe custos elevados para famílias e empresas.
A avaliação consta de nota divulgada pela CNI após a decisão do Banco Central. Para a entidade, a inflação corrente apresenta trajetória de desaceleração, enquanto as expectativas de mercado indicam convergência gradual para a meta de 3% ao ano no horizonte relevante da política monetária.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que manter a Selic em patamar restritivo por período prolongado eleva o custo para a economia.
“É essencial que o BC dê continuidade ao ciclo de redução da Selic. Manter a taxa básica em patamar tão restritivo por período prolongado significa impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade de preços”, declarou.
CRÉDITO RESTRITO
A CNI calculou que, mesmo após o corte, a política monetária permanece fortemente contracionista. De acordo com a entidade, o juro real está em aproximadamente 9% ao ano, cerca de 4 pontos percentuais acima da taxa real neutra de 5% estimada pelo BC.
