O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta 4ª feira (16.set.2026), para 13,75% ao ano. O movimento era esperado pelo mercado.
Para especialistas, a comunicação indica uma desaceleração mais evidente da atividade e melhora recente da inflação, mas preserva a cautela sobre os próximos passos.
Pablo Spyer, conselheiro da Ancord (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias), destacou a mudança no diagnóstico da atividade em relação à reunião de agosto.
“Há uma mudança clara no diagnóstico da economia: em setembro, o BC passou a destacar uma moderação mais evidente da atividade, principalmente nos setores mais cíclicos”, afirmou.
Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, chamou atenção para outro ponto da comunicação: a desaceleração das medidas subjacentes de inflação. Para ela, a projeção de 3,2% para o 1º trimestre de 2028 veio dentro do esperado.
A economista mantém 13,75% como cenário-base para a Selic, mas vê possibilidade de novas reduções ainda em 2026. A continuidade dependerá principalmente da evolução do câmbio e dos demais indicadores.
INFLAÇÃO
José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, concentrou a análise na composição da melhora da inflação. Para ele, parte relevante do recuo recente decorre de fatores temporários, sobretudo a desinflação de alimentos.
