A aprovação do Redata pelo Congresso Nacional representa mais do que uma mudança na política tributária. É uma sinalização política e econômica de que o Brasil reconhece a infraestrutura digital como parte estratégica de seu projeto de desenvolvimento. O texto segue agora para sanção presidencial e ainda dependerá de regulamentação por decreto e de convênio no Confaz para produzir efeitos plenos.
Essa decisão tem potencial para produzir efeitos que vão muito além do setor de tecnologia. Ao criar condições mais competitivas para a instalação e expansão de data centers, o Redata pode reduzir barreiras para investimentos de grande porte, aumentar a atratividade do país diante de investidores internacionais e acelerar a construção da infraestrutura necessária para a próxima etapa da economia digital. A questão agora é transformar essa decisão política em negócios, investimentos e desenvolvimento.
Não existe inteligência artificial em escala sem data centers, assim como não existem data centers de alta capacidade sem energia, conectividade, terrenos, mão de obra especializada, segurança jurídica e previsibilidade para investimentos de longo prazo. É nessa conexão entre política pública e infraestrutura que o Redata ganha relevância.
Uma decisão política com impacto direto nos negócios
Investimentos em data centers são projetos intensivos em capital, energia e infraestrutura.
