A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) considerou tímida a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto porcentual, para 13,75% ao ano, nesta quarta-feira, 16. Para a entidade, o corte foi insuficiente diante do endividamento de famílias e empresas e da desaceleração da economia brasileira.
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Em nota à imprensa, a Fiesp classificou o corte como "um passo tímido diante da gravidade do quadro socioeconômico do Brasil". A federação destaca que cerca de 80 milhões de brasileiros e 9 milhões de empresas estão negativados.
A entidade também afirmou que o consumo das famílias está estagnado desde 2024, enquanto a renda e a qualidade de vida da população continuam se deteriorando. "Juros elevados por tempo prolongado, somados ao descontrole dos gastos públicos, sufocam famílias e empresas, travando os investimentos e a retomada do crescimento do Brasil", afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
Fiergs alerta para crise institucional e incertezas eleitorais
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), por sua vez, avaliou a redução da Selic como positiva, mas alertou para os efeitos das tensões institucionais e da proximidade das eleições sobre os investimentos no país.
Segundo a entidade, a queda dos juros pode aliviar as condições financeiras das famílias e das empresas.
