O Copom (Comitê de Política Monetária) avaliou que a economia brasileira apresenta sinais de desaceleração gradual, principalmente nos setores mais cíclicos, e que a inflação cheia e a média das medidas subjacentes perderam força.
O cenário contribuiu para a decisão de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, nesta 4ª feira (16.set.2026).
Segundo o Banco Central, os indicadores divulgados desde a última reunião mostram uma moderação da atividade econômica, embora ela ainda permaneça em patamar resiliente.
O mercado de trabalho continua aquecido. Na inflação, as medidas mais recentes ficaram abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, mas ainda permanecem acima da meta.
O Copom afirmou que os indicadores correntes de atividade são consistentes com uma trajetória de desaceleração no acumulado de 2026. A avaliação aparece como um dos elementos do comunicado que sustentam a redução dos juros.
Ao mesmo tempo, o comitê mantém a avaliação de que a economia ainda apresenta resistência. O mercado de trabalho permanece aquecido e a atividade não mostra uma desaceleração considerada acentuada pelo BC.
INFLAÇÃO ACIMA DA META
Apesar da melhora recente, as expectativas continuam acima da meta. A pesquisa Focus mostra projeções de 4,9% para o IPCA de 2026 e de 4,3% para 2027. A projeção do Copom para o 1º trimestre de 2028 é de 3,2% no cenário de referência.
Para 2026, o BC projeta inflação de 5,2%. Para 2027, a estimativa é de 3,9%.
