Após voltar a cortar os juros em 0,25 ponto percentual pela quinta vez seguida, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) sinalizou que o futuro do ciclo de calibragem da Selic dependerá dos próximos dados sobre a economia brasileira.
“Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”, pontua o comunicado sobre a decisão desta quarta-feira (16).
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O BC reconhece que o cenário é de riscos “mais elevados que o usual”, com a balança pesando mais para tendência de alta da inflação.
Entre os elementos inflacionários no radar do Copom, estão:
A desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado, com previsões de longo prazo incorporando impactos de segunda ordem por conta dos choques de oferta causados pela guerra do Oriente Médio e pelo El Niño;
Maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada;
Impacto de políticas econômicas externas e internas que tenham efeito inflacionário maior que o esperado.
