O banco central dos Estados Unidos, o Fed (Federal Reserve), elevou a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual. A decisão, tomada por unanimidade pelos membros do colegiado, surpreendeu o mercado financeiro, que esperava ao menos um voto contrário à alta.
Em entrevista ao CNN Money, a economista Andressa Durão avaliou que a ausência de dissenso foi o principal elemento inesperado da decisão. Segundo ela, o resultado do CPI, índice de preços ao consumidor dos EUA, divulgado na semana anterior, foi determinante para o desfecho.
“De fato, foi uma surpresa em relação a não ter nenhum dissenso. O mercado esperava que tivesse pelo menos um dissenso”, afirmou. “Como ele veio forte, com uma projeção acima do esperado, mostrando uma inflação ainda pressionada, não teve jeito”, acrescentou.
Além da unanimidade na decisão, as projeções divulgadas pelo Fed também vieram acima das expectativas. O chamado Dot Plot, gráfico que reúne as projeções dos dirigentes para a trajetória dos juros, apontou para uma política monetária mais restritiva do que o mercado esperava.
“O mercado esperava que o Fed subisse o juro, mas não com projeções tão altas como vieram”, explicou Durão.
As projeções indicam uma economia ainda forte, mercado de trabalho resiliente e inflação elevada, fatores que sustentam a perspectiva de juros mais altos por mais tempo.
