O STF (Supremo Tribunal Federal) realizou nesta quarta-feira (16) a primeira sessão plenária após a sessão extraordinária marcada por confrontos entre ministros e críticas à condução do presidente da Corte, Edson Fachin. Apesar da tensão da véspera, o ministro não tratou, ao menos publicamente, da crise que envolve Alexandre de Moraes, André Mendonça e o caso Banco Master.
Fachin abriu os trabalhos sem mencionar os embates da véspera, o pedido de vista apresentado por Flávio Dino ou o futuro dos processos que envolvem Moraes e Mendonça. Também não esclareceu se será mantida a sessão prevista para a próxima semana sobre a atuação de Mendonça.
Na pauta ordinária, o STF julgou a imunidade do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) na integralização de capital de empresas com atividade imobiliária. O placar estava em 5 votos a 2 a favor da imunidade quando o próprio Moraes pediu vista e suspendeu o julgamento.
A opção por não retomar menções ao caso Master de imediato contrasta com as seis horas de discussão da terça-feira (15). Convocado para decidir o destino de um relatório da Polícia Federal com dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e referências a Moraes, o plenário terminou sem chegar ao mérito da controvérsia.
As mensagens que motivaram a convocação acabaram ofuscadas por uma discussão sobre o próprio funcionamento do Supremo.
