A Uefa continua no caminho para encontrar um adversário viável ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e não permitiu que a campanha por mudanças se transformasse em mero desejo sem perspectivas concretas, disse, nesta quarta-feira (16), a vice-presidente da entidade europeia, Laura McAllister.
McAllister contou que o candidato para a eleição de março não precisa ser europeu, mas deve ser capaz de derrotar Infantino, unir as confederações de futebol e promover uma reforma duradoura na governança.
Em entrevista à Reuters durante a Cúpula Mundial do Futebol, em Madri, após a reunião do Comitê Executivo da Uefa em Tessalônica, a executiva rejeitou as sugestões de que a oposição a Infantino teria perdido força, apesar de o presidente da Fifa parecer manter apoio suficiente para conquistar mais um mandato.
Os esforços da Uefa não visavam colocar uma figura europeia para liderar uma rebelião, disse McAllister, mas, sim, angariar apoio para um candidato com um programa de reformas claro.
“Não acho”, disse McAllister quando questionada se os oponentes de Infantino haviam superestimado o dano à autoridade do presidente da Fifa.
“Sempre soubemos que as coisas não mudariam da noite para o dia. Isso seria ingênuo. Sabíamos que haveria resistência à mudança também, é claro.
