Em maio de 1967, o Sol produziu uma das mais significativas explosões solares observadas no século XX. Uma enorme região ativa em sua superfície liberou uma quantidade extraordinária de radiação e provocou uma intensa emissão de ondas de rádio. Aqui na Terra, esse nervosismo solar gerou belas auroras polares, e interferências em sistemas de comunicação em diferentes partes do planeta. Efeitos severos, mas nem de longe comparáveis ao Evento Carrington, a mais intensa tempestade solar que se tem notícia, ocorrida em 1859.
Só que existe uma particularidade que torna essa história especialmente interessante e faz desse evento 1967, a tempestade solar mais perigosa para a humanidade.
Uma explosão solar acontece quando a energia acumulada nos campos magnéticos de uma região ativa do Sol é liberada de maneira extremamente rápida. Isso produz radiação em várias faixas do espectro eletromagnético, incluindo raios X e ondas de rádio.
Viajando na velocidade da luz, os raios X chegam à Terra cerca de oito minutos depois. Ao atingir a nossa atmosfera, eles provocam perturbações na ionosfera, uma camada mais elevada que contém partículas eletricamente carregadas e que desempenha um papel importante na propagação das ondas de rádio.
Isso porque a ionosfera reflete as ondas de rádio de alta frequência, ou HF, o que permite a comunicação a enormes distâncias.
