BRASÍLIA - A urna eletrônica brasileira utiliza múltiplos mecanismos de auditoria e segurança digital para garantir a integridade do processo de votação, operando totalmente isolada de redes externas.
Utilizada no país há três décadas, a tecnologia passa por dezenas de procedimentos de fiscalização coordenados pela Justiça Eleitoral antes, durante e após o pleito. Entre as precauções adotadas está a abertura dos códigos-fonte para inspeção de partidos políticos, órgãos de controle e entidades da sociedade civil, além de testes públicos periódicos para detecção prévia de vulnerabilidades.
Isolamento tecnológico e totalização dos votos
Um dos pilares que asseguram a inviolabilidade do equipamento é a ausência de qualquer tipo de conexão com a internet, redes Wi-Fi ou Bluetooth durante o período de votação. O sistema roda exclusivamente off-line com softwares previamente lacrados e assinados digitalmente.
Após o encerramento da votação em cada seção, os dados são gravados em uma mídia específica e transmitidos por uma rede fechada da Justiça Eleitoral. O procedimento é acompanhado pela emissão do Boletim de Urna, documento impresso que detalha os votos registrados e serve de base para a conferência pública dos resultados.
