Fabricantes independentes de telefones e laptops estão redesenhando produtos, testando chips recebidos para detectar falsificações e repassando custos, à medida que a escassez de memória, que eles esperam que dure até 2027, pressiona a parte mais barata do mercado de dispositivos.
A disponibilidade, e não o preço, é o fator limitante, afirmaram executivos de três empresas.
“Se você não tiver alocação, está fora do jogo de qualquer maneira”, disse Raymond van Eck, diretor executivo da fabricante holandesa de telefones reparáveis Fairphone.
Em julho, o CEO da fabricante de memória SK Hynix afirmou que 2027 seria “o pior ano da história do setor em termos de oferta”, com a demanda superando a capacidade a partir de 2030.
Uma previsão da Counterpoint Research, de junho, revelou que as remessas de smartphones cairiam 13,9% este ano, para 1,08 bilhão de unidades, o maior declínio anual já registrado, uma vez que os custos de memória tornam a produção de telefones de nível básico antieconômica.
Recuperação diminui, mas escassez não
A TrendForce prevê um aumento de 13% a 18% nos preços dos contratos de memória volátil convencional (DRAM) neste trimestre, em comparação com um aumento de 93% a 98% no primeiro trimestre.
