A falta de chips de memória já está levando fabricantes menores de celulares e notebooks a redesenhar produtos, testar componentes e repassar parte dos custos. O problema, porém, vai além dos preços: sem garantia de fornecimento, essas empresas correm o risco de não conseguir fabricar seus aparelhos.
Segundo a Reuters, Fairphone, Jolla e Framework encontraram caminhos diferentes para lidar com a escassez. A crise deve continuar pelo menos até 2027, enquanto a Jolla espera que a oferta só volte ao normal a partir de 2028.
Disponibilidade virou o maior problema
Para os fabricantes menores, encontrar memória suficiente passou a ser mais importante do que simplesmente pagar mais pelos componentes.
“Se você não tem alocação, está fora do jogo de qualquer maneira”, afirmou Raymond van Eck, CEO da Fairphone, à Reuters.
A dificuldade aumentou no fim do ano passado, quando empresas correram para garantir estoques. Segundo Nirav Patel, CEO da Framework, isso fez “todo mundo tentar conseguir o máximo de oferta e de estoque que pudesse, o mais rápido possível”, aprofundando a escassez.
O impacto sobre o mercado também aparece nas previsões para os celulares. A Counterpoint Research estima queda de 13,9% nas remessas globais de smartphones neste ano, para 1,08 bilhão de unidades, a maior retração anual já registrada. O aumento dos custos de memória torna os aparelhos de entrada menos viáveis para fabricação.
