BRASIL - A crise mais aguda enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ocorre um ano após a Corte condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros aliados por tentativa de golpe de Estado. Nesta terça-feira (15), o tribunal suspendeu a análise de um relatório da Polícia Federal que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O julgamento foi marcado por um confronto entre Moraes e o ministro André Mendonça. Durante a sessão, Moraes acusou o colega de fazer uma liberação seletiva de documentos e de omitir informações. Mendonça, que é o relator do caso Banco Master, defende a apuração da conduta de Moraes.
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A análise foi interrompida após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que pode levar até 90 dias. O presidente do STF, Edson Fachin, também decidiu separar os processos relacionados às acusações feitas pelos dois ministros.
O episódio ocorreu um ano e quatro dias depois da condenação de Bolsonaro, em 11 de setembro de 2025. A Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.
Julgamento sobre Moraes é interrompido
O STF começou nesta terça-feira a analisar o relatório da Polícia Federal que reúne informações sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
O documento aponta mensagens trocadas entre o ministro e o ex-dono do Banco Master, além de encontros presenciais.
