Esta matéria faz parte da série “Tecnologias brasileiras que mudaram o mundo”, exclusiva para assinantes do Clube Olhar Digital.
Se hoje você pensa “ainda bem que meu carro tem câmbio automático” ao enfrentar uma rampa íngreme, saiba que seus agradecimentos devem ser direcionados a dois engenheiros brasileiros: José Braz Araripe e Fernando Lemos.
A história lembra a da máquina de escrever: existiam engenhocas parecidas na época, mas foram brasileiros que desenvolveram a primeira a funcionar de verdade. Entenda o que aconteceu.
Engenheiros brasileiros foram os primeiros a desenvolver câmbio automático que funcionava
Em 1902, os irmãos Thomas J. e Thomas L. Sturtevant desenvolveram, de forma incipiente, um câmbio automático. O protótipo, patenteado em 1904, era mecânico e só funcionava em altas rotações.
Depois, em 1921, o canadense Munro Alfred Horner, especializado em vapor, criou um mecanismo com funcionamento pneumático (usava ar comprimido). Mas a engenhoca não tinha potência nem chance de ser usada comercialmente. Apesar disso, Horner a patenteou, em 1923.
Dois anos depois, foi a vez do alemão Hermann Rieseler patentear sua versão. Seu grande mérito foi combinar um conversor de torque hidráulico com uma caixa planetária. Mas seu projeto não foi produzido comercialmente.
As principais diferenças entre os três projetos estão na força utilizada para fazer as marchas mudarem.
O sistema dos irmãos Sturtevant era puramente mecânico.
