A Huawei deu mais um passo para diminuir a dependência dos Estados Unidos no desenvolvimento de celulares. A fabricante apresentou o Kirin 9050 Pro, novo chipset avançado que, segundo a empresa, não utiliza tecnologia americana em sua composição.
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O componente equipa o Mate XT 2, terceira geração da linha de celulares da Huawei com duas dobras. O aparelho começou a ser vendido na China em 12 de setembro e serve como vitrine para uma das principais apostas da empresa na área de semicondutores.
A afirmação de independência, porém, precisa de contexto. O novo Kirin pode não trazer tecnologia americana diretamente em seu projeto, mas isso não significa que toda a cadeia usada para fabricá-lo já tenha se livrado de equipamentos estrangeiros.
Huawei tenta avançar mesmo sem acesso às tecnologias mais modernas
Um dos destaques do Kirin 9050 Pro é a estreia comercial de uma tecnologia chamada LogicFolding. Ela havia sido apresentada em maio por He Tingbo, chefe da divisão de semicondutores da Huawei, durante a conferência IEEE ISCAS, em Xangai.
A proposta tenta atacar um dos principais problemas enfrentados pela indústria chinesa: a dificuldade para acompanhar os processos de fabricação mais avançados disponíveis fora do país.
Em vez de depender exclusivamente da redução dos transistores para colocar mais componentes em uma mesma área, a Huawei passou a explorar o espaço vertical do chip.
