Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020)
Kevin Lamarque / Reuters
O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, elevou a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. É a primeira alta desde julho de 2023. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (16), veio em linha com as expectativas do mercado financeiro.
O Fed interrompeu uma sequência de cinco reuniões consecutivas com juros inalterados. A medida foi influenciada, entre outros fatores, pela disparada do preço do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, o que reforçou as preocupações do BC americano com a inflação.
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Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) afirmou que a atividade econômica segue se expandindo em ritmo sólido e que "os gastos domésticos têm se mostrado resilientes", apesar do cenário de incerteza elevada causada por "acontecimentos geopolíticos".
Segundo o comitê, a decisão de elevar a taxa básica de juros dos EUA considera o duplo mandato do Fed: controlar a inflação e promover o máximo emprego.
➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.
Fed eleva juros dos EUA pela 1ª vez em mais de 3 anos, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano
