Moraes e Mendonça voltam a se enfrentar durante julgamento no Supremo
Classificada como "vergonhosa" pelos próprios ministros, a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre acusações contra Alexandre de Moraes ocorreu um ano e quatro dias depois da data da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado, em 11 de setembro de 2025.
Um dos protagonistas desses dois momentos históricos, o ministro Alexandre de Moraes, que foi o relator dos processos da trama golpista, chegou a tentar nesta terça conectar os dois julgamentos.
Em um bate-boca com o ministro André Mendonça, Moraes acusou o colega de Supremo de estar a serviço de um grupo político "que quis dar um golpe neste país".
Além disso, em manifestação enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, na segunda-feira (14), Moraes disse que Mendonça de age por interesses político-eleitorais e por "vingança", o que o relator do caso Master refuta.
Ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União na gestão Bolsonaro, Mendonça foi indicado pelo ex-presidente para o STF. E, atualmente, é o relator do caso Master no STF e tem defendido uma investigação contra Moraes em razão de mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro.
Tanto a condenação de um ex-presidente por tentativa de golpe quanto a possibilidade de investigação contra um ministro do STF são inéditos na história da Corte.
Crise mais aguda do STF ocorre um ano após Corte condenar Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe
