A relação entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ganhou força a partir da eleição de 2022 e se estreitou depois do julgamento do 8 de Janeiro. Agora, com a crise envolvendo o magistrado e a investigação sobre o Banco Master, a aproximação virou um peso. A campanha do petista discute como reduzir a associação com um ministro que é considerado um aliado importante no STF.
Ao longo dos últimos 4 anos, Moraes chamou a eleição de Lula de “vitória da democracia” e também trabalhou como interlocutor do petista com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em um momento no qual os 2 estavam sem se falar.
No lado do Planalto, Lula defendeu a retirada das punições do governo dos Estados Unidos a Moraes, afirmou em dezembro de 2025 que a vitória do ministro era a “vitória da democracia brasileira” e disse nesta 4ª feira (16.set.2026) que o magistrado fez um “trabalho extraordinário para garantir a democracia prendendo Bolsonaro e os golpistas”.
O Poder360 compilou esses registros.
Moraes passou por cargos no Executivo e no Judiciário antes de chegar ao STF. Foi promotor, secretário do governo Alckmin em São Paulo, da gestão Kassab na Prefeitura de São Paulo e ministro da Justiça do governo Temer. Em 2017, foi indicado por Temer para o STF. Ganhou protagonismo em decisões que envolveram a oposição a Lula.
A aproximação política entre o ministro e Lula ficou mais evidente a partir da eleição de 2022.
