A crise no STF (Supremo Tribunal Federal) tomou proporções maiores do que o esperado pela equipe responsável pela articulação política de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo apuração da analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, ao Live CNN, o sinal de alerta já está aceso há algum tempo dentro do grupo que trabalha pela reeleição de Lula, diante da dificuldade em desvinculá-lo da figura de Alexandre de Moraes.
A sessão histórica realizada no STF gerou uma espécie de “ressaca” política no Palácio do Planalto. De acordo com Clarissa Oliveira, a preocupação eleitoral é crescente, sobretudo porque o tema já vem sendo explorado pelo adversário Flávio Bolsonaro (PL), e deve ser levado com força até o primeiro turno das eleições.
Jogo duplo e estratégia frustrada
Ainda segundo a apuração, o governo federal tentou adotar uma espécie de jogo duplo durante a sessão: ao mesmo tempo em que buscava se descolar publicamente de Alexandre de Moraes, não chegou a abandoná-lo.
“A mão de Alexandre de Moraes não foi largada pelo presidente Lula”, afirmou Clarissa Oliveira, destacando que dois dos ministros mais fiéis a Lula integraram a chamada “tropa de choque” formada no STF em favor de Moraes.
A estratégia do grupo era obter um placar favorável à análise conjunta dos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça, o que permitiria transferir o desgaste para Mendonça e isentar Moraes sem que Lula precisasse fazer qualquer manifestação pública de apoio.
