O CEO da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, afirmou que o Brasil precisa ficar atento ao risco de concentração de mercado ao discutir a relicitação de concessões hidrelétricas que estão vencendo. Embora considere legítima a posição das empresas que defendem novos leilões, o executivo ressaltou que muitos desses agentes já tiveram seus próprios contratos renovados.
Em entrevista ao Alta Voltagem, da CNN Money, Sattamini defendeu que a escolha entre prorrogar as concessões e realizar novas licitações seja orientada por uma metodologia justa, capaz de assegurar benefícios à sociedade, e não apenas aos interesses individuais das empresas.
“É preciso que o Brasil fique atento à concentração de mercado. Muitos destes agentes já tiveram suas concessões renovadas”, disse.
A discussão envolve a hidrelétrica de Salto Santiago, no Paraná. A Engie defende a prorrogação do contrato associada a investimentos para ampliar a potência da usina. Copel e Axia estão entre os grupos favoráveis à relicitação, que abriria oportunidades para adquirir os empreendimentos. Os defensores dos leilões argumentam que a disputa garantiria igualdade de condições entre os interessados e poderia gerar arrecadação para o governo.
As duas companhias tiveram concessões renovadas no contexto de suas privatizações. A Copel assinou, em novembro de 2024, contratos que prorrogaram por 30 anos as concessões de Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias.
