Uma das principais estratégias utilizadas por golpistas para atrair vítimas é explorar sentimentos de medo, urgência, ganância ou curiosidade dessas pessoas.
Essa dinâmica foi captada por investigadores da DCCiber (Divisão de Crimes Cibernéticos), da Polícia Civil de São Paulo, que traçaram as principais características adotadas por criminosos na hora de aplicar golpes.
De acordo com os investigadores, a estrutura criminosa é organizada e roteirizada com respostas baseadas em formas de convencer a pessoa sobre determinada prática, seja algum serviço ou mesmo um falso sequestro.
Antes de realizar as fraudes, que têm como objetivo unânime o alvo financeiro, os golpistas possuem listas com nomes e dados dos alvos. Ou seja, eles sabem com quem estão conversando. E, por isso, montam roteiros de conversas adaptados para cada vítima com o intuito de praticar o estelionato.
As principais vítimas são aquelas que têm pressa para resolver um problema, medo de perder alguma oportunidade ou mesmo vontade de ganhar dinheiro fácil, explica o delegado Paulo Barbosa.
Métodos sofisticados
O delegado diz que os métodos estão cada vez mais sofisticados para enganar as vítimas: um link falso capaz de extrair os seus dados bancários e sensíveis ou o uso de vozes hiper-realistas criadas por IA (Inteligência Artificial) de familiares supostamente em perigo.
