O Ministério da Saúde publicou uma nota técnica estabelecendo a recomendação de incluir a vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano) para crianças, de ambos os sexos, a partir de 2 anos, que tenham sido vítimas de violência sexual.
O documento justifica a medida pela extrema vulnerabilidade epidemiológica desse grupo e pelo aumento alarmante de notificações de abusos na primeira infância. A estratégia utiliza a vacina quadrivalente em dose única para prevenir cânceres e lesões futuras, alinhando-se às diretrizes internacionais da OMS (Organização Mundial de Saúde).
Objetivo da decisão
O HPV é um grave problema de saúde pública global associado a verrugas anogenitais, lesões de vias aéreas e diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe. Apenas em relação ao câncer do colo do útero, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima a ocorrência anual de cerca de 604 mil novos casos e 280 mil óbitos no mundo.
Operacionalmente, a imunização será integrada à rede de cuidado integral do SUS (Sistema Único de Saúde), aproveitando a logística já existente do PNI (Programa Nacional de Imunizações). O foco central é fortalecer a proteção preventiva e garantir o direito à saúde para jovens em situações de risco social e físico.
