Nesta última semana, fomos surpreendidos com uma notícia bastante inesperada: depois de três décadas de colaboração entre Hideo Kojima e PlayStation, a Sony decidiu abandonar o desenvolvimento de Physint, próximo grande projeto do criador de Metal Gear Solid.
O jogo não morreu. Depois de passar cerca de três meses procurando um novo parceiro, a Kojima Productions encontrou justamente na principal concorrente da Sony uma nova casa: Physint agora será publicado pela Xbox.
À primeira vista, parece uma enorme derrota para o PlayStation. Afinal, estamos falando de Hideo Kojima, provavelmente um dos poucos desenvolvedores de games do mundo cujo nome consegue ser tão reconhecido quanto os próprios jogos que cria.
Mas existe outra maneira de olhar para essa história.
Segundo informações publicadas após o anúncio, Physint já teria perdido prazos e caminhava para ultrapassar consideravelmente seu orçamento, mesmo estando a vários anos de chegar ao mercado. Além disso, os dois jogos anteriores da Kojima Productions, Death Stranding e Death Stranding 2, não teriam atingido as expectativas de receita da Sony.
Isso transforma uma aparente disputa entre PlayStation e Xbox em uma pergunta muito mais interessante:
Quanto vale um Kojima?
Até que ponto vale a pena para uma fabricante de consoles investir centenas de milhões de dólares em um dos maiores nomes da indústria quando prestígio, criatividade e influência cultural não necessariamente significam retorno financeiro?
