Durante julgamento realizado na terça-feira (15) no STF (Supremo Tribunal Federal), os ministros Luiz Fux e André Mendonça levantaram a existência de uma suposta “Polícia Federal paralela”, que estaria monitorando ministros da Corte sem autorização. Segundo o analista de Segurança Pública da CNN Elijonas Maia, ao Live CNN, a acusação gerou forte repercussão dentro da corporação, que reagiu de forma contundente às declarações.
De acordo com o analista, a Polícia Federal foi mencionada repetidamente ao longo de toda a sessão. Luiz Fux, Gilmar Mendes e André Mendonça abordaram o tema em diferentes momentos, incluindo referências ao relatório produzido pela PF que embasou o julgamento, no qual se discutia a abertura ou não de uma investigação contra Alexandre de Moraes.
Corporação rejeita o rótulo
A cúpula da Polícia Federal, segundo Elijonas Maia, rejeitou totalmente o termo “PF paralela”. A corporação afirma que não existe uma estrutura paralela atuando de forma ilegal, contrariando a Constituição ou o Código de Processo Penal.
A PF sustenta que cumpre ordens judiciais e que o relatório de 218 páginas mencionado durante o julgamento foi elaborado a partir de uma determinação do ministro André Mendonça, relator do caso Master.
“A Polícia Federal fez o trabalho técnico de perícia, análise do celular e fez um relatório e enviou para a Suprema Corte”, explicou Elijonas Maia, resumindo a posição da instituição.
