O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, nesta terça-feira (15), uma proposta de reforma estatutária que institucionaliza o modelo de gestão profissional. Criada por uma Comissão Permanente, o texto foi apresentado pelo presidente do Rubro-Negro, Luiz Eduardo Baptista, em junho.
Na votação, foram 92,39% pela aprovação (643 votos), 47 contrários (6,75%) e seis abstenções (0,86%).
A temática gerava divisão entre os conselheiros antes da votação. Entre os apoiadores, acreditava-se que existia a necessidade de mudanças no estatuto, que é de 1992 e se encontra defasado em alguns pontos.
Já quem é contrário, acredita que o acordo, se aprovado, dará ainda mais poder para Bap e menos transparência aos conselheiros.
O texto estabelece uma separação entre governança, supervisão e execução, direcionado a administração do dia a dia do clube em uma diretoria profissional, formada por executivos remunerados e selecionados segundo critérios técnicos.
A nova reforma na estrutura terá duas lideranças principais: o Diretor-Geral, responsável pela gestão corporativa, e o Diretor de Futebol, que ficará à frente do futebol profissional e das categorias de base.
Criação de um conselho gestor
Esta reforma também resultará na criação de um Conselho Gestor (COGE), que terá como função supervisionar a atuação da diretoria.
