A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), lamentou nesta quarta-feira (16) o momento de “descrença e desânimo” que a administração pública enfrenta diante da opinião popular.
Segundo a ministra, a democracia vive da confiança que o cidadão deposita nas instituições e que, apesar de os integrantes a administração pública estarem sujeitos a erros, a busca pelo acerto deve ser uma obrigação.
“A democracia vive da confiança que o cidadão tem, que a cidadã tem, nas suas instituições. Eu digo isso com muito lamento pelos momentos que nós estamos passando de descrença e de desanimo com administração pública. Como eu disse, erros são dos seres humanos, são dos nossos limites, mas a busca do acerto é uma imposição, é um dever que todos nós servidores temos para garantir essa confiança que faz com que cada pessoa possa acreditar mais no país”, disse.
A ministra deu a declaração durante participação virtual em um encontro nacional sobre controle interno, que é o conjunto de regras e métodos criados por uma organização para assegurar que as leis e os objetivos da instituição sejam cumpridos. O evento é promovido pelo Conaci (Conselho Nacional de Controle Interno).
Na palestra, a ministra afirmou ainda que não confia em governantes e servidores públicos que desconfiam do controle interno. Para ela, neste caso, quem merece desconfiança é o próprio administrador.
