Um dos debates mais aguardados na história do STF (Supremo Tribunal Federal) tinha um torcedor de camarote, Flávio Bolsonaro. Qualquer que fosse o resultado, ele sabia que poderia conquistar dividendos eleitorais. Uma situação lamentável, pois o STF não deveria se prestar a esse papel de termômetro político.
Nesse julgamento, a imagem de Flávio estava politicamente ligada à posição do ministro André Mendonça, e no campo oposto ao de Alexandre de Moraes.
Há incontáveis exemplos comprovando o alinhamento de Lula a Moraes. Só para citar alguns que ficaram marcados: em novembro de 2022, como presidente eleito, Lula elogiou Moraes, então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pela sua “coragem estupenda” na condução das eleições. Um ano depois, em novembro de 2023, o chefe do Executivo concedeu-lhe a Ordem do Rio Branco, uma das maiores honrarias do país.
No desfile do dia 7
Nem um ano depois, em setembro de 2024, Lula mexeu os pauzinhos para que Moraes pudesse estar presente no desfile oficial de 7 de setembro, momento seguido de prestigiosa recepção no Alvorada. Esses gestos de apreço e consideração foram observados pela população, que viu em Moraes um verdadeiro “companheiro” do presidente.
Ah, e Moraes foi o relator da ação que condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Até hoje, muitos brasileiros, especialmente os eleitores do ex-presidente, veem o episódio como uma perseguição ao líder conservador.
