O Google fechou seu maior acordo de remoção de carbono para apoiar um projeto da Terradot em mais de 200 mil hectares de plantações de arroz no sul do Brasil. A iniciativa combina a redução de metano com a retirada permanente de CO₂ da atmosfera.
A meta é eliminar o equivalente a 1 milhão de toneladas métricas de CO₂ de metano até 2030 e remover mais 1 milhão de toneladas métricas de carbono até 2040. A estratégia também foi desenhada para ser aplicada em outras regiões.
Por que usar plantações de arroz?
O arroz costuma ser cultivado em áreas inundadas. Nessas condições, microrganismos produzem metano, um gás de efeito estufa. Segundo o Pnuma, os arrozais respondem por cerca de 10% a 12% das emissões globais de metano.
Para diminuir essas emissões, a Terradot ajudará agricultores a adotar o Molhamento e Secagem Alternados (AWD). A técnica consiste em drenar periodicamente os arrozais, interrompendo parte das condições que favorecem a formação do gás.
O método também pode reduzir o consumo de água e os custos de produção. A redução do metano será medida e verificada separadamente da retirada de carbono.
Como as rochas removem CO₂?
A outra frente do projeto envolve o Intemperismo de Rocha Acelerado. A Terradot vai espalhar rocha vulcânica triturada nos mesmos campos.
Algumas rochas reagem naturalmente com o CO₂ presente no ar. Quando são trituradas, o processo pode ocorrer mais rapidamente.
