O governo Trump gastou US$ 9,5 bilhões em 2025 em licenças administrativas remuneradas para servidores federais como parte de seu plano de reduzir o governo e economizar dinheiro dos contribuintes, de acordo com uma nova estimativa de um órgão de fiscalização do Congresso.
A medida representou um aumento de seis vezes nos custos salariais com licenças remuneradas em comparação a 2023, afirmou o GAO (Government Accountability Office) em um relatório.
O uso de licenças administrativas remuneradas pelas agências federais disparou 435% no ano passado, impulsionado em grande parte pelo controverso programa de resignação diferida promovido pelo Departamento de Eficiência Governamental, ou DOGE, liderado pelo bilionário Elon Musk. Autoridades do governo haviam afirmado que o esforço economizaria bilhões de dólares dos contribuintes.
Pelo programa, oferecido principalmente no início do segundo mandato do presidente Donald Trump, os servidores federais podiam pedir demissão, mas primeiro seriam colocados em licença remunerada por vários meses sem precisar trabalhar, como incentivo para aderirem. Algumas agências ofereceram mais de uma rodada do programa, que se mostrou muito mais popular nos meses seguintes, à medida que a extensão da reformulação do funcionalismo federal pelo governo Trump ficou mais clara e mais servidores temeram por seus empregos.
