O entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou o pedido de vista do ministro Flávio Dino no julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) da última terça-feira (15) e prevê um cenário desafiador para a campanha à reeleição em meio à repercussão da sessão.
A torcida no entorno de Lula era para que o julgamento culminasse em uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O cálculo era de que o desfecho atenderia a um clamor social, tiraria o Supremo do foco e abriria espaço para outro temas pautarem a disputa eleitoral.
O desafio à campanha é o fato de a oposição tentar associar a atuação de uma “tropa de choque pró-Moraes”, composta pelos ministros Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, ao Palácio do Planalto.
Aliados de Lula cogitam, nos bastidores, pressionar Dino para que devolva o pedido de vista e permita ao Tribunal encerrar o assunto.
De olho neste desafio, a campanha de Lula à reeleição seguirá, nos próximos dias, reforçando que a crise no STF se restringe ao Poder Judiciário, sem vínculo algum com o Executivo. O presidente manterá a defesa de “investigações doa a quem doer”.
Como mostrou a CNN, a avaliação negativa sobre as consequências do pedido de vista é compartilhada pela executiva petista.
A sessão histórica foi encerrada durante votação de questão ordem apresentada por Gilmar Mendes. O decano propôs reunir os processos que envolvem Moraes e a conduta de André Mendonça e adiar o julgamento para 23 de setembro.
