O Google vai apoiar um projeto climático em mais de 200 mil hectares de lavouras de arroz no Rio Grande do Sul que combina duas estratégias diferentes: reduzir rapidamente as emissões de metano do cultivo e remover, de forma permanente, dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera.
A iniciativa é uma parceria com a Terradot, empresa especializada em remoção de carbono por meio do chamado intemperismo acelerado de rochas (Enhanced Rock Weathering, ou ERW) e da qual o Google é investidor.
Segundo as empresas, trata-se do maior projeto de ERW já anunciado no mundo e também da primeira iniciativa em escala desse tamanho a combinar redução de um “superpoluente”, como o metano, com remoção durável de CO₂.
Pelo acordo, o Google comprará o equivalente a 1 milhão de toneladas de impacto na redução de metano a curto prazo até 2030 e 1 milhão de toneladas de impacto na remoção de carbono até 2040, tornando esta a sua maior compra de remoção de carbono até o momento.As duas frentes serão geradas e verificadas separadamente.
A diferença entre os dois números é importante. O primeiro não significa que 1 milhão de toneladas de CO₂ serão retiradas da atmosfera. Trata-se da redução das emissões de metano, convertida em CO₂ equivalente. Já a segunda meta corresponde efetivamente à remoção permanente de CO₂ por meio das rochas.
