O chanceler alemão Friedrich Merz, que enfrenta dificuldades, contará com o apoio do popular governador de centro-esquerda da região leste de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental para impedir a vitória da AfD (Alternativa para a Alemanha) nas eleições de domingo (20), que podem decidir sua sobrevivência política.
Após o triunfo nas eleições de 6 de setembro na Saxônia-Anhalt, o partido de extrema-direita parece mais uma vez estar a caminho de conquistar o primeiro lugar nas eleições estaduais de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, que acontecem no mesmo dia que as eleições na capital, Berlim.
A primeira vitória do AfD em uma eleição estadual causou um grande impacto no sistema político alemão, geralmente orientado para o consenso, e reforçou a possibilidade de uma vitória da extrema-direita na maior economia da Europa nas próximas eleições federais, previstas para 2029. As pesquisas de opinião nacionais indicam que o AfD tem entre 27% e 29% das intenções de voto, contra 18% a 20% para a CDU.
Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, as esperanças dos outros partidos de impedir que o AfD chegue ao poder dependem em grande parte da popularidade da primeira-ministra estadual Manuela Schwesig, de 52 anos, do SPD (Partido Social-Democrata), que lidera uma coligação com o Partido da Esquerda e cujos índices de aprovação pessoal ultrapassam os 60%.
