A revolução da inteligência artificial já começou. Ela muda profissões, acelera pesquisas, transforma empresas, personaliza a educação, amplia a capacidade de diagnóstico na saúde e altera a maneira como governos prestam serviços. Mas a chamada “nuvem” não está no céu.
Por trás de cada comando, imagem ou decisão automatizada existem prédios, computadores, cabos, energia, água, sistemas de refrigeração e profissionais especializados. Sem data centers, não há inteligência artificial em escala.
É por isso que o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center) representa mais do que um incentivo fiscal. Ao reduzir o custo dos equipamentos necessários à instalação e à expansão desses centros, o novo marco oferece ao Brasil a possibilidade de disputar uma posição mais relevante na economia da inteligência artificial.
Hoje, parte significativa dos dados brasileiros é processada no exterior. Ampliar a capacidade instalada dentro do país pode reduzir o tempo de resposta dos sistemas, atrair investimentos e criar uma infraestrutura mais robusta para computação em nuvem, inteligência artificial, indústria, mineração, agronegócio, logística, educação, saúde, serviços financeiros e administração pública.
Mas existe uma diferença decisiva entre receber data centers e desenvolver tecnologia. Um país pode abrigar edifícios repletos de computadores avançados e continuar importando equipamentos, sistemas, conhecimento e plataformas.
