A sessão extraordinária do STF (Supremo Tribunal Federal), realizada na última terça-feira (15), para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) sobre as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, tomou destaque pelas trocas de acusações e a exposição de uma racha entre os ministros da Corte.
Considerada histórica, a reunião foi iniciada por volta das 11h, com cerca de uma hora de atraso. Logo na primeira parte da sessão, os ministros Flávio Dino e o presidente do STF, Edson Fachin, protagonizaram um bate-boca após Dino interromper uma fala de Dias Toffoli.
O presidente da Corte chamou a atenção de Dino, dizendo que, antes de interromper, era preciso pedir a palavra ao presidente do Supremo.
Edson Fachin: “Ministro Flávio, eu gostaria de combinar, nesta sessão, que a palavra sempre será solicitada à Presidência”.
Flávio Dino: “Presidente, eu vou seguir o Regimento Interno da Corte.”
Edson Fachin: “Que diz que a palavra é pedida a Presidência.”
Flávio Dino: “O aparte é dirigido ao relator”.
Edson Fachin: “Não, Vossa Excelência precisa pedir a palavra a Presidência, é o que eu estou lhe dizendo”.
Flávio Dino: “Eu vou seguir o Regimento Interno da Corte”.
Flávio Dino então elogiou o ministro Kassio Nunes Marques, que se declarou impedido de julgar o caso, e em seguida, provocou Fachin.
“Como Vossa Excelência disse no início, é preciso preservar ponderação, temperança, equilíbrio”, afirmou.
