A atividade econômica do Brasil registrou mais uma aceleração em julho deste ano, um resultado pior do que as estimativas do mercado financeiro, embora com leve melhoria na comparação com o mês anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 16, pelo Banco Central (BC).
Segundo a autoridade monetária, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB) do país, recuou 0,2% em julho.
O indicador veio pior do que a média das projeções do mercado financeiro, que eram de queda de 0,1%.
O resultado confirma a desaceleração da economia brasileira, já verificada em outros levantamentos. Em junho, o IBC-Br havia registrado baixa de 0,6%.
De acordo com os dados do BC, a agropecuária recuou 1,2% em junho, na comparação com junho, pressionando o índice. A indústria, por sua vez, registrou perdas de 0,4%. Os serviços tiveram estabilidade no período (0%).
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o IBC-Br avançou 1,1%. No acumulado de 12 meses até julho, a alta foi de 1,5%.
De acordo com a edição mais recente do Relatório Focus, do BC, que reúne estimativas do mercado sobre diversos indicadores da economia brasileira, o PIB do país deve fechar 2026 em alta de 1,89%. Para 2027, a projeção é um crescimento de 1,45%.
