The Legend of Zelda: Ocarina of Time é um dos jogos mais importantes não só na definição da própria franquia, mas para os games tridimensionais como um todo. Não só ele mantém até hoje a melhor nota para um jogo de videogame no Metacritic, mas também serviu de base para que, anos mais tarde, a Nintendo tentasse conectar histórias que antes pareciam isoladas, sem conexões claras uma com a outra, por mais que repetissem temas, locais e itens.
Como uma cronologia oficial dos jogos da franquia demorou para ser divulgada, essa falta de consistência entre os diferentes jogos dificultava as teorias dos fãs. Até que, com a sua temática envolvendo viagem no tempo e os acontecimentos do final do jogo, Ocarina of Time deu o pretexto perfeito para a Nintendo explicar as coisas, e ao mesmo tempo criou o maior furo de toda a série: três linhas do tempo distintas, com jogos espalhados entre elas em ordens bem diferentes da de lançamento, e uma dessas linhas existe por um motivo que não faz o menor sentido.
Para piorar as coisas, em Breath of The Wild e Tears of The Kingdom, a Nintendo diz que eles se passam tão no futuro que os acontecimentos dos jogos anteriores teoricamente aconteceram todos antes deles, como se as linhas do tempo tivessem se juntado novamente e misturado realidades francamente incompatíveis em uma só.
