Criminosos e grupos de espionagem estatais utilizaram o modelo de inteligência artificial (IA) Claude, da Antropic, para automatizar e acelerar ataques digitais em larga escala. As ofensivas atingiram desde aplicativos para celular até sistemas corporativos e órgãos governamentais.
A dona da ferramenta revelou essas ações em relatório publicada na quinta-feira (10) e confirmou o bloqueio das contas ligadas aos abusos. Os sistemas internos de defesa foram atualizados para barrar novos desvios e os alvos identificados receberam alertas, de acordo com a empresa.
Segundo a investigação, as tentativas de mau uso ocorreram entre dezembro de 2025 e agosto deste ano. As violações envolveram operações de espionagem internacional, campanhas de influência política, vigilância contra cidadãos e a extração não autorizada do raciocínio lógico dos próprios modelos.
“Como os modelos se tornam cada vez mais capazes, seus riscos aumentam, a menos que os desenvolvedores de inteligência artificial e os defensores da sociedade ajam para torná-los mais seguros”, alertou a Anthropic, em documento técnico.
Casos de destaque
Um dos casos mais expressivos envolveu afiliados do grupo ShinyHunters, conhecido por roubo de bases de dados e extorsão financeira. Um dos operadores montou uma estrutura automatizada que baixou 1,8 milhão de arquivos de aplicativos Android de diferentes lojas virtuais.
