Um levantamento aponta que mais de 130 mulheres que atuam na política de diversos países europeus foram vítimas de vídeos e imagens pornográficas feitas por inteligência artificial. Revelado pela WIRED, o estudo realizado pelo think tank Agora Digitale Transformation cita ainda que nove políticos homens também foram afetados.
O caso envolve os controversos deepfakes, ou seja, um conjunto de conteúdos gerados artificialmente que simulam com perfeição o rosto de pessoas. A pesquisa analisou cerca de 160 domínios que hospedam conteúdo sexual não consensual e descobriu que 138 mulheres foram afetadas. Elas são políticas de países como Alemanha, Holanda, Itália e França.
Para além da mera exibição dos conteúdos sexuais, o levantamento sugere que muitas dessas plataformas operam como bancos de dados com um tipo de catálogo sobre as representantes públicas. Essas páginas exibem o nome das deputadas, fotos oficiais, links de redes sociais e uma seção que avalia o corpo dessas mulheres.
A parte mais assustadora é que logo ao lado dos perfis, as páginas inserem atalhos de plataformas responsáveis pela criação dos deepfakes. Benjamin Shultz, responsável pela pesquisa, explica que somente com três cliques qualquer pessoa pode gerar um material criminoso e artificial.
Apps nudifier se popularizaram
Os deepfakes começaram a se popularizar a partir de 2017, mas nos últimos anos essa prática cresceu exponencialmente.
