O São Paulo Futebol Clube afirmou na 5ª feira (10.set.2026) que ainda enfrenta dificuldades financeiras por causa de “resquícios da pandemia” e que isso impacta o pagamento de impostos. A declaração foi dada durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Devedores da Câmara Municipal de São Paulo, depois de a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) questionar a situação tributária do clube.
Vettorazzo perguntou por que o São Paulo não pagou os impostos em dia, qual era o valor do débito e qual a capacidade do clube de honrar o parcelamento diante das dificuldades financeiras e dos atrasos com jogadores.
O diretor-executivo de Finanças do clube, Sérgio Augusto Fonseca Pimenta, afirmou que o débito incluído no PPI (Programa de Parcelamento Incentivado) era de cerca de R$ 100 milhões e foi reduzido para R$ 45 milhões com os descontos previstos em lei. Segundo ele, 26 das 120 parcelas já foram pagas.
O clube informou à CPI que sua dívida ativa chega a R$ 390 milhões, mas dados apresentados na comissão com base em informações da Prodam (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo) apontam R$ 613,97 milhões.
O São Paulo contesta parte do valor e afirma que há débitos com exigibilidade suspensa e discussões judiciais. Segundo Pimenta, as dívidas tributárias são prioridade para o clube, junto com a folha de pagamentos.
