Produtores e confinadores da cidade de Joslin, no estado de Illinois (EUA) relatam perdas expressivas de margem depois que a unidade da Tyson Foods encerrou suas atividades, no dia 14 de agosto.
O frigorífico empregava 2,5 mil pessoas e abatia 3 mil animais por dia, exercendo forte influencia na formação dos preços da pecuária de corte local.
Segundo reportagem publicada pelo portal de notícias norte-americano Droves, especializado em pecuária de corte, a dinâmica de preços e o diferencial de base do preço do boi gordo já mostram mudanças severas.
A proximidade com o cinturão produtivo de milho favorecia o modelo de confinamento familiar. E historicamente o gado produzido na região alcançava cotações acima da média nacional devido à alta qualidade das carcaças, classificadas em Choice e Prime.
Após o fechamento da planta os produtores perderam essa vantagem competitiva, tendo que negociar com frigoríficos em regiões mais distantes e com os preços médios praticados no mercado.
O criador BJ Weber, proprietário de um confinamento a poucos quilômetros de Joslin, relatou à reportagem que cerca de 90% dos animais de seus clientes eram destinados à Tyson. “Tínhamos contratos que não conseguimos cumprir, o que mudou drasticamente a operação”, afirma Weber.
De acordo com o vice-presidente executivo da Associação de Pecuaristas de Illinois, Josh St.
