O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, criticou pedidos para desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial. Em publicação feita no X na 3ª feira (15.set.2026), ele disse que as empresas do setor “têm a responsabilidade e o incentivo para avançar no ritmo necessário para treinar seus modelos de forma segura” e a “capacidade de tomar suas próprias ações para garantir que isso aconteça”.
A discussão ganhou força depois da saída do pesquisador da Anthropic Jacob Coxon. Ao deixar a empresa, ele afirmou que “as pessoas que estão construindo IA acreditam sinceramente que ela pode acabar com todos nós até o fim da década”. O episódio reforçou o debate sobre os riscos da corrida por sistemas cada vez mais avançados.
Recentemente, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu a desaceleração no desenvolvimento dos sistemas de IA mais avançados. Sua posição foi compartilhada por Sam Altman, CEO e fundador da OpenAI, e por Elon Musk.
Na 2ª feira (14.set), a Microsoft apresentou um projeto de código de conduta para seus modelos de IA, estabelecendo limites para o desenvolvimento e a operação de sistemas avançados. O documento, chamado de “Humanist AI Code of Conduct”, diz que os modelos devem permanecer sob controle humano e não podem resistir a interrupções, correções ou desligamentos.
Zuckerberg disse que “as pessoas não vão querer usar agentes que estejam desalinhados com elas e que não façam o que elas pedem”.
