A Medicina Nuclear (MN) é uma especialidade médica que utiliza radiação para diagnosticar e tratar doenças, além de auxiliar determinados procedimentos cirúrgicos. Enquanto grande parte dos métodos de imagem revela principalmente a anatomia, a MN permite observar o funcionamento do organismo, avaliando processos fisiológicos, metabólicos e moleculares. Assim, alterações funcionais podem ser identificadas antes mesmo que modificações estruturais se tornem visíveis.
Na oncologia, um dos avanços mais relevantes dos últimos anos é a teranóstica, conceito que integra diagnóstico e tratamento. A estratégia consiste em identificar, por meio da imagem, um alvo presente nas células tumorais e utilizar esse mesmo alvo para conduzir a terapia até o tumor.
Para que exames e tratamentos como esses sejam possíveis, existe uma complexa cadeia de produção e distribuição de radiofármacos (RFs), ainda pouco conhecida fora do setor da saúde e, no Brasil, parcialmente dependente do mercado internacional.
Uma logística determinada pelo tempo
Os RFs são substâncias que contêm um radionuclídeo, geralmente associado a uma molécula capaz de interagir com determinado processo biológico. Uma vez administrados ao paciente, sua distribuição pelo organismo pode ser identificada por equipamentos específicos, como a gama-câmara e a tomografia por emissão de pósitrons associada à tomografia computadorizada (PET/CT), também conhecida como PET-Scan.
