Sessão plenária extraordinária do STF sobre o caso Moraes
Gustavo Moreno/STF
A sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal (STF) expôs uma estratégia que já vinha sendo desenhada nos bastidores: a ala mais próxima de Alexandre de Moraes tenta tirar a crise do foco do ministro e espalhá-la pelo tribunal, transformando o caso numa discussão sobre o tamanho do cinturão de relações de Daniel Vorcaro dentro do STF.
Nos últimos dias, vieram a público mensagens que citam pessoas ligadas a outros ministros, entre eles Kassio Nunes Marques, Luiz Fux. Os episódios são distintos e não há elementos que permitam equiparar as situações. Mas, segundo fontes ouvidas pelo blog, o objetivo do grupo Moraes politicamente é a ampliar essa rede porque ajuda a deslocar o foco: de “Moraes e Vorcaro” para “Vorcaro e o Supremo”.
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Essa estratégia se mistura a uma disputa ainda maior que hoje divide a Corte: a briga por poder e pelo controle das investigações do caso Master.
É também por isso que a atuação de André Mendonça virou parte central da discussão. O grupo mais próximo de Moraes questiona a forma como o ministro conduziu a apuração e tenta colocar os dois casos no mesmo pacote. Na sessão, Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin defenderam a análise conjunta; Fachin, Mendonça, Fux e Cármen Lúcia votaram pela separação. O julgamento foi interrompido pelo pedido de vista de Flávio Dino quando o placar estava em 4 a 3.
Ala de Moraes se articula para espalhar crise, expor cinturão de Vorcaro e disputa controle das investigações
