O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou na 3ª feira (15.set.2026) a reforma estatutária que institucionaliza a gestão profissional do clube. Foram 643 votos favoráveis (92,39%), 47 contrários (6,75%) e 6 abstenções (0,86%).
A mudança é uma das maiores na estrutura administrativa do Flamengo desde 1992, quando foi criado o estatuto vigente. O texto foi elaborado por uma Comissão Permanente e apresentado pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP, em junho de 2026.
Nova estrutura
O novo estatuto separa as funções de governança, supervisão e execução. A administração cotidiana ficará a cargo de uma diretoria profissional, formada por executivos remunerados e selecionados por critérios técnicos.
A estrutura terá 2 principais cargos: o Diretor-Geral, responsável pela gestão corporativa, e o Diretor de Futebol, que comandará o futebol profissional e as categorias de base. As vice-presidências específicas serão extintas.
A reforma também cria o Coge (Conselho Gestor), responsável por supervisionar a diretoria profissional. O órgão terá o presidente e o vice-presidente do Flamengo, um Procurador-Geral e de 9 a 12 integrantes nomeados pelo presidente, com mandato de 3 anos.
Poderes da presidência
O Coge avaliará estratégias, metas, indicadores, riscos, estrutura organizacional e gestão de pessoas. O estatuto também dá ao presidente poderes de aprovação ou veto em diferentes decisões, sobretudo as relacionadas ao futebol.
