A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs nesta quarta-feira (16) proibir o acesso de menores de 13 anos às redes sociais e estabelecer restrições para usuários com menos de 15 anos. Segundo ela, as plataformas terão que comprovar que são seguras para crianças.
As medidas fazem parte de um plano mais amplo para proteger crianças dos riscos da internet. A proposta prevê diferentes níveis de proteção de acordo com a idade. Menores de 13 anos não poderão acessar redes sociais, enquanto aqueles entre 13 e 15 anos terão acesso limitado e não poderão ter contas pessoais sem supervisão dos responsáveis.
A proposta também abrange plataformas de compartilhamento de vídeos, chatbots de inteligência artificial e jogos on-line, segundo um documento da Comissão Europeia obtido pela Reuters.
A preocupação aumentou globalmente com o impacto na saúde e na segurança das crianças de grandes plataformas, incluindo Facebook e Instagram, da Meta, TikTok, YouTube, do Google, e ChatGPT.
A proposta da UE faz parte de uma Lei Europeia sobre Crianças na Internet, que von der Leyen e a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, apresentarão nesta quinta-feira (17)
Inteligência artificial
Os comentários foram feitos durante seu discurso anual ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, em meio à crescente preocupação com os possíveis riscos da inteligência artificial.
