O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou uma nova política para restringir vistos de autoridades sul-africanas supostamente envolvidas em “discriminação baseada em raça” e “confisco de terras sem indenização”.
É a mais recente medida do governo do presidente Donald Trump contra o governo da África do Sul, acusado de discriminar sul-africanos brancos. As autoridades sul-africanas negam as acusações. Ao mesmo tempo, os EUA têm priorizado a entrada de sul-africanos brancos no país como refugiados.
“Os Estados Unidos continuam profundamente preocupados com crimes motivados por questões raciais e com a discriminação promovida pelo governo contra africâneres e outras populações minoritárias na África do Sul, incluindo leis discriminatórias baseadas em raça, ameaças de expropriação de terras sem indenização e incitação à violência racial por meio de cantos e slogans desumanizantes”, afirmou Rubio em comunicado.
Semanas após o início de seu segundo mandato, Trump anunciou que quase todos os refugiados admitidos pelos Estados Unidos seriam sul-africanos brancos, alterando radicalmente um programa que, durante décadas, havia atendido principalmente pessoas que fugiam de guerras, perseguições ou outros perigos.
Até o fim de junho deste ano, os EUA haviam admitido mais de 7.700 africâneres, enquanto praticamente encerravam o programa de refugiados para o restante do mundo.
