O setor brasileiro de papel e embalagens cresceu acima do esperado no primeiro semestre de 2026 e levou a Empapel a revisar para 1,9% a projeção de expansão do segmento neste ano, ante 0,6% estimados pela FGV no fim de 2025.
O desempenho trouxe “otimismo moderado” para os próximos meses, segundo o presidente-executivo da entidade, José Carlos da Fonseca Junior.
O crescimento do setor está relacionado tanto ao consumo interno quanto externo, já que parte das embalagens produzidas no Brasil é utilizada para acondicionar produtos destinados à exportação, especialmente carnes, frutas e outros alimentos.
Segundo o executivo, esse efeito ajudou a movimentar o setor no primeiro semestre. Ele cita, como exemplo, uma antecipação de embarques de carne para a China diante da definição de uma cota anual de importação pelo país asiático.
Esse movimento provocou uma concentração maior das exportações no início do ano e acabou contribuindo para um desempenho superior ao inicialmente esperado.
O executivo destaca que mais de 60% da produção capturada pelo IBPO (Índice Brasileiro de Papelão Ondulado) está relacionada a produtos alimentícios, grupo que liderou a demanda do setor no primeiro semestre. “Você tem que se alimentar, tem que comprar esses bens”, disse o embaixador.
Os alimentos respondem por 51,21% do índice, enquanto hortifrútis representam outros 8,3%, além da participação da avicultura.
