O entorno do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) avaliou a sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) desta terça-feira (15) como mais um episódio que, na visão do grupo, agrava a percepção pela sociedade de uma suposta impunidade e de um suposto sistema corrompido dentro da Corte - pontos que continuarão a ser reforçados ao longo da campanha presidencial, com foco em críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
A leitura feita por aliados de Flávio Bolsonaro é de que o desfecho da sessão ficou aquém do que parte do grupo esperava ao não entrar nem no mérito do caso envolvendo Moraes e expôs, mais uma vez, divergências e disputas internas no Supremo.
Para esse núcleo, as articulações entre o grupo pró-Moraes e as falas desses ministros - muitas vezes com respostas atravessadas e ataques internos a André Mendonça - ainda fazem com que seja reforçada na população a sensação de impotência.
Ao tratar da sessão, aliados do candidato avaliam que o episódio teria mostrado os limites da atual configuração do Supremo para produzir respostas às questões que consideram centrais. A ordem, porém, é fazer críticas direcionadas, sem atacar o Supremo como instituição.
Aliados de Flávio já voltaram a bater no martelo do mantra da direita de que “Moraes é Lula e Lula é Moraes”. Portanto, associando o ministro do Supremo ao atual presidente da República e apresentando Flávio como o candidato que irá contra o atual status quo na Suprema Corte, se eleito ao Planalto.
